União Brasileira de Mulheres realiza ato em Jaraguá contra cultura do estupro União Brasileira de Mulheres realiza ato em Jaraguá contra cultura do estupro
O repúdio ao estupro coletivo de 33 homens sofrido por uma adolescente carioca de 16 anos, na semana passada, que revoltou o país e teve... União Brasileira de Mulheres realiza ato em Jaraguá contra cultura do estupro

O repúdio ao estupro coletivo de 33 homens sofrido por uma adolescente carioca de 16 anos, na semana passada, que revoltou o país e teve repercussão internacional, mobilizou a União Brasileira de Mulheres (UBM) de Jaraguá do Sul a promover o Ato pelo Fim da Cultura do Estupro no próximo sábado (4), às 14h, na Praça Ângelo Piazera. O evento foi aberto em uma página do Facebook na manhã de sexta-feira e até o começo da noite de ontem, cerca de 500 pessoas já haviam confirmado presença. A intenção das manifestantes, que convoca à participação de sindicatos, instituições de ensino, movimentos sociais, artistas e comunidade, é reunir um grande número de pessoas e lançar uma ampla discussão sobre o tema.

O crime brutal, que é investigado pelas autoridades policiais, chegou a ser comparado, em repercussão, com o estupro praticado contra uma estudante indiana, atacada dentro de um ônibus na capital Nova Déli, em dezembro de 2012, e que morreu pouco tempo depois, por conta dos ferimentos. Dados divulgados no Balanço dos atendimentos realizados de janeiro a outubro de 2015 pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, apontam que a violência contra as mulheres atinge milhares de brasileiras: 38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente, enquanto que para 33,86%, a agressão é semanal.

“A gente enfrenta a opressão em diversos segmentos, mas o estupro é inaceitável. Se eram 33 homens, nenhum deles se deu conta que era um crime?”, questiona, a presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM) de Jaraguá do Sul, Mariana Pires, que convoca a comunidade a participar do ato no próximo sábado. O repúdio aumenta ainda mais com a constatação de que, mesmo sendo vítima de um crime cruel e covarde, ainda há os que culpam a mulher pelo estupro. “Estar de minissaia, ou de legging, é um direito de expressão. Não há justificativa. A questão da cultura do estupro é por causa da sociedade machista e patriarcal. É preciso falar sobre esse assunto e tomar atitudes, dar um basta”, reforça Mariana. “Não queremos que seja mais um caso de estupro. A UBM está indo para a rua para protestar, porque se a gente não se empoderar das informações, a violência contra a mulher vai continuar”, complementa.

A presidente da UNA LGBT de Jaraguá do Sul, Caroline Chaves, que também faz parte da UBM, reforça as palavras de Mariana Pires. “Dentro do movimento social, a gente conhece muitas situações de meninas de 11 aos 16 anos que já sofreram violência sexual. E como muita gente está se sensibilizando, buscamos desconstruir a cultura do estupro, do patriarcado, através do feminismo”, explica. A intenção das manifestantes é dar um não ao silêncio e estimular as vítimas a denunciarem os agressores.

Via OCP Online

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